NOSSAS CERVEJAS
HISTORIA

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Se você aprecia uma boa cerveja precisa conhecer a Capistrana. Uma cerveja feita com maltes especiais e água da Serra do Espinhaço.

Conheça um pouco mais sobre nossa cerveja e nossa região.

Confira onde encontrar a Cerveja Capistrana

NOSSA HISTÓRIA

Os primeiros relatos sobre cerveja artesanal em Diamantina vem do final do século XIX. Durante o período de 1870 a 1890, pressionados pela queda no preço das gemas da região, alguns ricos mineradores iniciaram investimentos em outras atividades comerciais. Esse foi o caso do comendador Serafim Moreira da Silva, que aplicou parte de sua fortuna em uma lapidação e em uma pequena cervejaria, sendo o pioneiro na fabricação de cerveja local (1875). Nos anos compreendidos entre 1890 e 1920 a produção de vinho também teve destaque, ficando atrás apenas para Andradas, no Sul de Minas. Em 1920 Diamantina possuía duas fábricas de cervejas, a “Fábrica de Cerveja Tijucana” de Teófilo Batista de Melo Brandão, e a “Fábrica de Cerveja Barbieri” do proprietário Roberto Barbieri. (MAURÍCIO, K. BRANT ARAÚJO, 2014. DESAFIANDO O TEMPO:
ESTUDO DO CONJUNTO TOMBADO DA VILA DO BIRIBIRI EM DIAMANTINA).

 

Já na década de 60, com a chegada de três irmãos franceses que conduziram a Escola Profissional Irmã Luiza – EPIL, pertencente à Sociedade Protetora da Infância, fundada em 1911. Os irmãos costumavam produzir cerveja e vinho artesanais para tomar durante seus jantares.

 

Em 2014, inspirado nas tradições da cidade, foi criada a cerveja artesanal Capistrana.  Na produção de nossa cerveja são utilizados ingredientes importados da Alemanha, Inglaterra, Bélgica e Estados Unidos, sem contar a utilização da ótima água existente na região, perfeita para a fabricação de cervejas especiais. 

 

A Cerveja Capistrana é totalmente artesanal, com uma produção limitada e bem controlada visando obter uma cerveja com sabor refinado e fiel aos seus estilos. Eventualmente são elaboradas novas receitas, com insumos provenientes da nossa flora regional, buscando novas alternativas ao paladar daqueles que apreciam novas experiências. Para isso são utilizados insumos aromáticos tais como Pequi, Gabiroba,  Mangaba e madeiras.

 

Mas afinal, de onde vem o nome CAPISTRANA?

 

As Vilas do período colonial brasileiro desde sua origem tinham como ruas os antigos caminhos lamacentos durante o período chuvoso ou poeirento no período da seca, pois eram em sua maioria em terra batida pelo próprio transito de pedestres e animais. Prova disso são nomes que ainda sobreviveram até os dias atuais, como Diamantina que se chamou Arraial do Tejuco, que quer dizer lama ou o barro, antiga rua do Tejuco em São João Del Rei, que não passava de um caminho lamacento ou ainda  rua do Barro Velho, hoje conhecida como Rua do Barro, atualmente denominada Coronel Tamarindo, na mesma São João Del Rei.

 

É a partir de meados do século XVIII, após 1760 até os fins do século XVIII que o senado das Câmaras das vilas mineiras começa a se preocupar em pavimentar as ruas principais do núcleo urbano. Todas elas vão ter o mesmo tipo de calçamento em pedras miúdas e arredondadas conhecidas como cabeça de negro ou pé-de-moleque, pela semelhança que tem com o doce de amendoim do mesmo nome.

Quase todos os calçamentos se perderam nas nossas cidades coloniais mineiras. Ouro Preto, como capital da província e depois do estado teve a maior parte substituída por paralelepípedos, no final do século XIX, numa tentativa de modernizar a cidade, para não perder o status de capital. Alguns poucos pedaços do antigo calçamento restaram a volta do museu da inconfidência, em alguns becos, principalmente no que desce da praça Tiradentes para o Largo de Coimbra, onde esta a igreja de São Francisco de Assis. O mesmo aconteceu com São João del Rei, onde o progresso fez com que no fim do século XIX, toda a cidade fosse calçada com paralelepípedo, em moda na Europa, principalmente Paris e nas grandes cidades brasileiras, com o Rio de Janeiro. Da mesma maneira Mariana substituiu seu calçamento por paralelepípedo, deixando original algumas ruas transversais, ainda existentes, o mesmo caso deu-se com Sabará, já no século XX.

 

O Serro perdeu seu calçamento original já em meados do século XX, assim como Diamantina, que teve o original substituído por grandes lajes assentadas sobre base de concreto.

 

Uma das curiosidades em relação ao calçamento de Ouro Preto e Diamantina foi a instalação de uma faixa de pedras largas e regulares no centro da rua de calçamento de pé de moleque, para dar mais comodidade aos transeuntes, isso por volta de 1877 -1878. Como esse serviço foi feito na época em que era presidente da província o Conselheiro João Capistrano Bandeira de Melo, o povo batizou a passarela de "Capistrana".

 

Até os dias de hoje ainda é possível perceber vestígios dessas antigas capistranas (ver fotos ao lado). Essa riqueza histórica e tão singular da cidade mineira de Diamantina inspirou o batismo de nossa Cerveja Artesanal.

 

Partes do texto acima, de autoria de Olinto Rodrigues dos Santos Filho, foram retiradas da página oficial do Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes.

DIAMANTINA

O município de Diamantina localiza-se na Mesorregião do Jequitinhonha, estando a sede a 285 km de distância por rodovia da capital Belo Horizonte. A cidade está situada a uma altitude média de 1.280 m, emoldurada pela Serra dos Cristais, na região do Alto Jequitinhonha. O município é banhado pelo rio Jequitinhonha e vários de seus afluentes, como o Ribeirão das Pedras e o Ribeirão do Inferno. A porção sudoeste do município é banhada por subafluentes do rio São Francisco, como o Rio Pardo Pequeno.

 

Antes da chegada dos colonizadores portugueses, no século XVI (os primeiros relatos dão conta de expedições que subiram o Rio Jequitinhonha e São Francisco) , Diamantina, como toda a região do atual estado de Minas Gerais, era ocupada por povos indígenas do tronco linguístico macro-jê. Diamantina foi fundada como Arraial do Tejuco em 1713, com a construção de uma capela que homenageava o padroeiro Santo Antônio. A localidade teve forte crescimento quando da descoberta dos Diamantes em 1729. Em fins do século XVIII era a terceira maior povoação da Capitania Geral da Minas, atrás da capital Vila Rica (Ouro Preto) e com população semelhante a da próspera São João Del Rey. No século XVIII cresceu devido à grande produção local de diamantes, que eram explorados pela coroa portuguesa. Foi conhecida inicialmente como Arraial do Tejuco (ou Tijuco) (do tupi tyîuka, "água podre" ), Tejuco e Ybyty'ro'y (palavra tupi que significa "montanha fria", pela junção de ybytyra ("montanha") e ro'y ("frio"). Durante o século XVIII, a cidade ficou famosa por ter abrigado Chica da Silva, escrava alforriada que era esposa do homem mais rico do Brasil Colonial, João Fernandes de Oliveira.

 

 

A cidade emancipou-se do município do Serro somente em 1831, passando a se chamar Diamantina por causa do grande volume de diamantes encontrados na região. A demora se devia à necessidade de maior controle local pelas autoridades coloniais visto que já em meados do século XVIII a população era maior que a da Vila do Príncipe do Serro Frio, cabeça da comarca. A vida em Diamantina no final do século XIX foi retratada por Alice Brant no seu livro Minha Vida de Menina, que se tornou um marco da literatura brasileira após ter sido redescoberto por Elizabeth Bishop.

 

 

Em 1938, Diamantina comemorou seus cem anos de elevação à categoria de cidade, recebendo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional o título de "patrimônio histórico nacional". E, no ano de 1999, foi elevada à categoria de "patrimônio da humanidade" pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

 

 

A cidade é um dos destinos da Estrada Real, um dos roteiros culturais e turísticos mais ricos do Brasil, e faz parte do circuito turístico dos Diamantes. O município é conhecida por suas serestas e vesperata, que é um evento em que os músicos se apresentam à noite, ao ar livre, das janelas e sacadas de velhos casarões, enquanto o público assiste das ruas.

 

 

BELEZAS DA REGIÃO

Diamantina, situada na cadeia rochosa do Espinhaço, possui uma vasta beleza natural, repleta de cachoeiras, grutas e canions.